Despedidas
Essa é a minha semana mundial das despedidas. O fim de algo e o início da constatação de que a solidão humana é necessária. Pelo menos a minha. Deixei um email com frases de Nietsche, e um sentimento de coragem pairando no ar, que talvez façam outros tomarem novas decisões. Ou isso seria um pensamento prepotente demais. Deixei para trás uma vida inteira e o hoje é algo estranhamente estranho dentro das horas que vão passando. Sinto sono e nenhuma vontade de nada. Tenho compromissos comuns para fazer e esses pontos no meu pescoço estão doendo por baixo do curativo e latejando. O braço também dói e arde dos cortes do meu "pequeno acidente". E perdi mais um quilo. Nada muito a dizer nem a acrescentar. Um mês sem tomar antidepressivos e voltei a minha condição naturalmente blasé. Não mais sorrir, nem mais sair, nem aquela felicidade estranha que tomava conta do corpo. Eletricidade, diriam alguns. Mas uma irritação profunda e o medo de fazer algo estúpido me fizeram consciente de que é preciso. Obrigada Dra. M. Pelas receitas sem datas e pelas novas caixas de BUP. Já não sei qual seria a minha verdadeira face. Aquela descrita na carta ou essa da greve com o mundo. Só sinto mesmo pena de não ter recebido e nem visto as fotos que eram prá mim.
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